CONGRESSO

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Enquanto o governo comemora o crescimento econômico, no Brasil de verdade...


Levantamento parcial divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostra que as ocorrências de trabalho escravo no campo tiveram aumento significativo no período de janeiro a setembro de 2011, na comparação com igual período do ano passado.

Neste ano, foram registradas 218 denúncias à CPT e ao Ministério do Trabalho, contra 177 em 2010, o que representa um aumento de 23%.

Para Antonio Canuto, secretário da coordenação nacional da CPT, os flagrantes cresceram devido ao aumento da fiscalização e à maior participação da sociedade, mas o número de trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão também cresceu.

“O sistema vai lançando mão de formas de trabalho arcaicas para obter cada vez mais lucro”, disse. Segundo ele, tais condições são encontradas com mais frequência no corte da cana-de-açúcar, na colheita de frutas como o tomate e na extração de madeira.

O número de pessoas resgatadas do trabalho escravo também passou de 3.854 em 2010 para 3.882 em 2011. De acordo com a CPT, a região Centro-Oeste concentrou quase 50% dos trabalhadores resgatados (1.914 do total), sendo 1.322 apenas em Mato Grosso do Sul. O maior crescimento, no entanto, foi verificado no Nordeste: a região, que registrou 19 ocorrências de trabalho escravo nos nove primeiros meses de 2010, foi responsável por 35 ocorrências no mesmo período de 2011 (aumento de 84%).

Crimes têm maior repercussão

De janeiro a setembro de 2011, 17 trabalhadores do campo foram assassinados no país, 32% a menos que o registrado em 2010 (25 mortes). Segundo a CPT, apesar da queda, os crimes ocorridos neste ano tiveram uma repercussão maior. “Os assassinatos tiveram uma ‘seleção’ de pessoas defensoras do meio ambiente”, disse Canuto.

O primeiro crime que teve grande repercussão foi o assassinato do casal extrativista Maria do Espírito Santo e José Claudio Ribeiro da Silva, no Pará, no dia 24 de maio. Três dias depois, o líder camponês Adelino Ramos, um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara, foi morto em Rondônia. Em novembro, o cacique Nísio Gomes desapareceu da aldeia em que vivia na fronteira do Mato Grosso com o Paraguai.

De acordo com o levantamento da CPT, ao menos oito das 17 mortes estão diretamente relacionadas com a defesa do meio ambiente, e outras quatro se relacionam com comunidades (duas mortes de quilombolas e duas de indígenas).

Ameaças de morte

Segundo a análise da CPT, o número de pessoas ameaçadas de morte cresceu significativamente. Em 2010, houve registro de 83 pessoas ameaçadas, e em 2011 esse número saltou para 172 (aumento de 107%).

Para a entidade, esse crescimento é reflexo das ações que se desenvolveram após os assassinatos de maio, quando foi entregue à Secretaria de Direitos Humanos a lista dos ameaçados de morte na última década, destacando que as ameaças haviam se concretizado em 42 casos.

2 comentários:

Ianaldo Pimentel disse...

Na verdade o que cresce nesse país é a desigualdade social,a pobreza, desemprego,violência contra mulheres crianças idosos e no campo , o desmatamento as doenças por falta de políticas públicas na área da saúde, a discriminação com os negros e índios, êxodo rural,os usuários de drogas e a CORRUPÇÃO NOS TRÊS PODERES.
São os rostos que doem em nós.
Combater esses males e garantir adignidade do nosso povo, os ricos tem o que comemorar o povo só a lutar.
"NOSSOS BRAÇOS,NOSSAS MÃOS POR UM NOVO MARANHÃO"
REDE DE DEFESA DA CIDADANIA, NÚCLEO DE CANTANHEDE

José Atailson, José Ribamar Lisboa e José Ribamar Garcia... disse...

Direito se pede? Não, direito se exige. Esta é a consciência que deverá ser inculcada na cabeça de nosso povo. Ajudá-lo a perder o medo, só é possível enfrentando e combatendo os que geram concentração de bens e riqueza e alargam as desigualdades entre os pocos ricos e a imensidão de pobres.Esta é a realidade cruel a que é submetido os pobres trabalhadores do Brasil. Somente o povo unido e organizado mudará essa mortífera realidade, pois a luta e a militância fortalecem a cidadania. Redes e Fóruns da Cidadania do Maranhão.Núcleo de Pte. Vargas.